| 1 x de R$485,00 sem juros | Total R$485,00 | |
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| 8 x de R$73,49 | Total R$587,92 | |
| 9 x de R$65,52 | Total R$589,71 | |
| 10 x de R$59,29 | Total R$592,86 | |
| 11 x de R$54,18 | Total R$596,02 | |
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Obras: Latência · Atravessamento · Permanência
Materiais: Base de madeira pinho, argila de secagem ao ar livre (branca) e tinta acrílica
Limiares do Desejo investiga o desejo como força que tensiona o corpo — não como excesso a ser descarregado, nem como ausência a ser tolerada, mas como algo que pressiona, exige resposta e deixa marcas.
As três obras se organizam como estados de um mesmo corpo diante dessa força. Contam uma história pessoal e atravessam um percurso sensível onde perceber, enfrentar e sustentar tornam-se gestos corporais.
Em Latência, o amarelo surge contido, quase esvaziado. A forma central permanece aberta, mas enfraquecida. O desejo ainda não age — ele insiste em silêncio. Há algo que pulsa baixo demais, por tempo demais. Um corpo que começa a perceber que conter indefinidamente também consome energia. Aqui, o limite não é imposto: ele é sentido.
Atravessamento desloca o corpo para o vermelho. Aqui não há aviso nem contenção possível. A forma se adensa, a cor pesa, o campo vibra. O desejo deixa de ser sinal e passa a ocupar o corpo inteiro. Não como impulso cego, mas como força que exige resposta. Há atrito, há calor, há risco. O corpo se coloca em jogo — não para se perder, mas para não continuar dividido. O vermelho não pede passagem: ele atravessa. Sustentar essa intensidade é o gesto central da obra.
Em Permanência, o azul desacelera o ritmo. Depois do atrito, o corpo encontra um campo onde o desejo pode existir sem urgência. A forma permanece aberta, agora sustentada. Não se trata de apaziguamento, mas de convivência. O desejo não desaparece — ele se estabiliza como presença possível.
A série se mantém nesse território instável entre descoberta e passagem. Um corpo que reconhece seus próprios limiares e aprende a atravessá-los sem se perder. Não há promessa de equilíbrio, apenas a construção consciente de um espaço onde o desejo não invade — ele permanece quando há lugar.
O erotismo, aqui, não aparece como descarga ou moralidade, mas como experiência de limite.
