| 1 x de R$585,00 sem juros | Total R$585,00 | |
| 2 x de R$322,07 | Total R$644,14 | |
| 3 x de R$217,83 | Total R$653,50 | |
| 4 x de R$165,03 | Total R$660,11 | |
| 5 x de R$133,30 | Total R$666,49 | |
| 6 x de R$111,66 | Total R$669,94 | |
| 7 x de R$95,89 | Total R$671,23 | |
| 8 x de R$84,69 | Total R$677,55 | |
| 9 x de R$75,75 | Total R$681,76 | |
| 10 x de R$68,42 | Total R$684,22 | |
| 11 x de R$62,76 | Total R$690,36 | |
| 12 x de R$57,72 | Total R$692,58 |
2024
Material: Argila de secagem ao ar livre ( branca), tinta acrílica.
Técnica: Escultura
Esta obra parte do sangue menstrual como matéria simbólica — aquilo que historicamente foi tratado como excesso, impureza ou ameaça. Aqui, o que foi empurrado para fora do campo do visível retorna como forma central.
O corpo feminino não aparece como representação, mas como presença insistente. Não há tentativa de purificação, nem de choque gratuito. O gesto é direto: deslocar o que foi marcado como abjeto para o lugar de decisão. O que escorre, o que mancha, o que sangra, deixa de ser sinal de fragilidade para afirmar potência.
Ao lidar com um material e uma imagem cercados por tabu, a obra recusa tanto a ocultação quanto a espetacularização. O sangue não é trauma nem fetiche — é linguagem. Ele marca o corpo como território vivo, cíclico e indomável às tentativas de controle simbólico.
Corpo Abjeto não busca conciliação. Ele sustenta o desconforto. Ao fazer isso, rompe com a lógica que associa o corpo feminino à vergonha ou à passividade e o reinscreve como campo autônomo, irredutível e presente.
