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| 9 x de R$75,75 | Total R$681,76 | |
| 10 x de R$68,42 | Total R$684,22 | |
| 11 x de R$62,76 | Total R$690,36 | |
| 12 x de R$57,72 | Total R$692,58 |
2024
Material: Argila de secagem ao ar livre (cor stone)
Técnica: Escultura
Texto
Esta obra se inscreve no campo simbólico da pré-história, evocando um tempo em que o corpo feminino ocupava o centro das cosmologias humanas. Evidências arqueológicas — como as figuras paleolíticas associadas à fertilidade, à gestação e à abundância — indicam sociedades nas quais o feminino era compreendido como matriz da vida.
A forma remete ao ventre como espaço de formação e transformação. Em diversas culturas pré-históricas, o corpo da mulher não era separado da terra: ambos participavam de uma mesma lógica cíclica, regida pelos ritmos da natureza.
Estudos da antropologia do sagrado indicam que, nos primeiros contextos de formação de habitação e propriedade, vulvas eram esculpidas em pedra e posicionadas nas entradas das casas como símbolos de proteção. O sexo feminino operava como signo apotropaico: guardião do limiar e força de continuidade.
Esta obra convoca esse imaginário ancestral como vestígio material de um tempo em que o corpo da mulher era matriz simbólica, cosmológica e territorial.
